Você piscou e seu bebezinho já está com seis meses!
É, sabemos que passa muito rápido.
Essa fase, aliás, é cheia de descobertas — o bebê está interagindo mais, sorrindo, curioso e conhecendo outros alimentos, além do leite materno.
É normal que surjam algumas dúvidas — principalmente se você for mamãe de primeira viagem.
Se você quer saber o que esperar do bebê de seis meses, como apoiar essa fase de transição e quais cuidados são importantes, nós te ajudamos com esse guia completo.
Desenvolvimento do bebê de 6 meses
Bebê de 6 meses: alimentação
Nos primeiros seis meses de vida, o bebê foi alimentado somente com leite materno ou leite de fórmula.
Pode ser que você já esteja até surpresa com o desenvolvimento do bebê até aqui!
Eles crescem rápido, mesmo. E, aos seis meses, começa a fase da introdução alimentar.
De acordo com o Guia Alimentar Para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos, elaborado pelo Ministério da Saúde, a partir dos seis meses, além do leite materno, outros alimentos devem fazer parte das refeições da criança.
Isso não significa que você deve abandonar o leite materno — muito pelo contrário!
O leite materno é indicado pelo menos até os dois anos de idade.
Em casos em que a mãe não consiga amamentar, recomenda-se o uso de leite de fórmula.
É nesse momento da vida que os hábitos alimentares dos pequenos estão sendo formados.
Ou seja: priorize uma alimentação familiar saudável que, além de ser super importante para o pequeno, vai beneficiar todos da casa.
O pequeno está começando a aprender a mastigar.
Então, naturalmente, os alimentos precisam ser macios — como mingau ou frutas e legumes bem amassados.
Aliás, de acordo com o Guia de Introdução Alimentar da UNICEF, para que um mingau seja bem nutritivo, ele precisa ser mais encorpado. Cozinhe-o até que o caldo fique grosso.
Você pode alimentar a criança a partir da observação.
Se ela der indicativos de que está com fome — como levar as mãos à boca —, é um sinal verde.
Dê alimentos macios em pouca quantidade — afinal, o estômago do bebê é bem pequenininho.
Pode ser que ele faça caretas engraçadas — isso porque está se acostumando com os novos sabores. Se o bebê parecer satisfeito, não insista.
Nessa fase, o bebê pode comer qualquer alimento natural — evite adicionar sal, açúcar ou temperos industrializados às preparações.
Alguns exemplos do que você pode oferece para o bebê:
- Frutas e legumes bem amassados;
- Cereais e tubérculos (arroz, batata, mandioca);
- Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
- Carnes magras, aves, peixes e ovos bem cozidos.
Ou seja: é super tranquilo dar ovo para bebês de seis meses — uma dúvida frequente das mamães.
E, geralmente, os pequenos adoram!
Ah! Como o bebê vai começar a comer outros tipos de alimentos, é importante oferecer água potável, especialmente entre as refeições.
Evite acostumá-los com sucos e refrigerantes, que se tornam verdadeiros vícios nessa faixa etária.
Inclusive, vale o alerta: suco de caixinha não é saudável!
Algumas mamães também se perguntam se o bebê pode tomar leite ninho (ou qualquer outro tipo de leite de vaca) nessa idade. A resposta é NÃO!
O leite ninho não é indicado para bebês de seis meses.
Além de não ter a quantidade adequada de nutrientes, pode causar alergias e sobrecarregar os rins do bebê.
O que muda no sono do bebê de 6 meses?

Um bebê de seis meses já consegue dormir durante períodos mais longos à noite — há bebês que dormem até 8 horas seguidas!
Se isso não acontecer com o seu filho, não se preocupe, porque cada bebê é único e variações são perfeitamente normais.
Como a introdução alimentar está começando, os bebês tendem a diminuir a fome durante à noite — algo que também varia de criança para criança.
Eles ainda dormem muito — cerca de 13 a 15 horas por dia —, incluindo sonecas durante o dia, principalmente pela manhã, no começo da tarde e no final da tarde.
Por outro lado, pode ser que você sinta mais dificuldade em fazer o bebê pegar no sono.
Isso porque ele já está mais atento ao ambiente e pode se distrair com luzes ou ruídos.
Procure deixar o quartinho do bebê o mais aconchegante possível, sem luz direta e sem barulhos.
Assim, quando entrar ali, o bebê já vai começar a associar aquele lugar ao soninho.
Para facilitar, também recomenda-se estabelecer uma rotina de sono bem organizada: dar banho, fazer uma massagem, contar uma historinha ou colocar uma música calma são boas pedidas.
Por mais que seja, talvez, o jeito mais confortável e preferido nessa faixa etária, evite fazer o bebê dormir sempre no seu colo.
Afinal, há mamães que, mais tarde, sofrem para fazer com que a criança durma de outro jeito, depois de se acostumar com esse.
Tamanho, peso e demais medidas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o peso médio de um bebê de seis anos do sexo masculino é 7,9kg, e do sexo feminino, 7,3kg.
Em altura, a média dos meninos é 67,5cm, e das meninas, 65,7cm.
Nessa fase, os pequenos ganham cerca de 500g e crescem cerca de 1 a 1,5cm por mês.
O perímetro cefálico (tamanho da cabeça) das meninas é de cerca de 42,5.
Já o dos meninos é de 43,5cm.
Vale lembrar que cada bebê tem um ritmo próprio de crescimento — se não estiver muito fora da média, não se preocupe!
Se você sentir que algo está errado — que o bebê está muito pequeno para a idade, por exemplo —, não deixe de consultar o pediatra.
Interação social e emocional
Interaja bastante com o bebê nessa fase. Você vai perceber que ele adora e responde!
Algo que costuma deixar as mamães com o coração na mão é a ansiedade de separação.
Nesta fase, muitas já estão voltando ao trabalho depois da licença-maternidade, e os bebês sofrem com essas horas longe da mãe.
Seja forte! Esse “draminha” também é normal para essa idade.
Os bebês de seis meses são muito curiosos.
Eles querem entender o mundo ao redor — afinal, tudo é uma novidade para eles.
Ah, e não se surpreenda se pegar o bebê se olhando no espelho!
Eles adoram fazer isso aos seis meses.
Linguagem e comunicação
A criança ainda não vai falar, mas já emite alguns balbucios, como da-da e ma-ma.
Parece pouco, mas acredite: você vai se emocionar quando ouvir!
Nessa idade, o bebê já reconhece o próprio nome.
Ele também vai sorrir, gritar de alegria e reclamar quando não gostar de alguma coisa ou quando quiser algo: o desenvolvimento emocional está começando!
Os gritinhos de felicidade se tornam frequentes.
Marcos cognitivos
Agora, o bebê vai apertar os lábios para indicar que não quer mais comida.
Ele já começa a colocar todos os objetivos que estiverem ao alcance na boca, para explorá-los.
E, quando quiser pegar alguma coisa, ele vai estender a mãozinha, abrindo e fechando os dedos.
A fase oral começa a se intensificar nesta faixa etária.
Desenvolvimento físico

Ele já sustenta bem a cabeça e pode se sentar, com algum apoio.
Alguns até conseguem ficar sentadinhos por alguns minutos e podem começar a engatinhar – marco que começa entre os 6 e os 10 meses.
O pequeno já consegue rolar de barriga para cima e para baixo e, se você segurá-lo em pé, ele consegue apoiar o peso nas pernas.
Você vai reparar que ele consegue pegar alguns objetos e passá-los de uma mão para a outra — sem deixar de levá-los à boca, claro.
Quando começam a nascer os dentes do bebê?

Os primeiros dentinhos começam a aparecer por volta dos seis meses.
Não se preocupe se demorar um pouquinho mais ou se os dentes surgirem um pouco antes dos seis meses de idade.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, todos os 20 dentes de leite devem nascer até a criança completar três anos.
Essa dentição dura até os seis anos.
Depois, os dentes começam a cair e são substituídos pelos permanentes.
Infelizmente, esse marco costuma ser bem desconfortável para os pequenos.
Eles sentem coceira, então, vão tentar mastigar qualquer coisa para aliviar essa sensação nas gengivas.
Busque ter mordedores em casa, de diferentes materiais, inclusive que possam ser levados à geladeira.
Uma boa pedida, também, é preparar picolés de leite materno.
Para soluções mais simples, você também pode molhar o dedo em água gelada e massagear suavemente a gengiva do pequeno.
Tenha paciência — é possível que o bebê fique mais choroso e irritadiço.
Vacinas para o bebê de 6 meses
Um bebê de seis meses já tomou algumas vacinas, como a BCG, contra tuberculose.
Confira quais vacinas o bebê de seis meses precisa tomar, a partir do calendário de vacinação do Ministério da Saúde:
- Terceira dose da vacina contra hepatite B;
- Terceira dose da vacina contra poliomielite;
- Terceira dose da vacina contra a tríplice bacteriana, contra difteria, tétano e coqueluche;
- Terceira dose da vacina Haemophilus, contra infecções respiratórias sérias, como meningite e epiglotite;
- Terceira dose da vacina Pneumocócica, que protege contra doenças provocadas pelo pneumococo, prevenindo doenças como pneumonia, meningite e sepse;
- Terceira dose da vacina contra o rotavírus;
- Primeira dose da vacina contra a covid-19.
As mais importantes, no entanto, são as vacinas que protegem contra a difteria, o tétano, a coqueluche, a hepatite B, a haemophilus influenzae B e a poliomielite.
Qual é a crise dos 6 meses?
Pode parecer um pouco difícil de entender, mas o bebê, aos seis meses, passa pela primeira “crise existencial” da vida.
Isso porque, até os seis meses de idade, mãe e bebê são praticamente um indivíduo só, desenvolvendo uma relação simbiótica.
A partir do terceiro mês, o bebê passa a identificar alguns rostos, mas não consegue entender que a mãe é uma pessoa e ele, outra.
Isso ocorre mais perto dos seis meses de idade, quando o bebê passa a entender que existe uma terceira pessoa que cuida dele: o papai ou algum outro responsável que divida a criação.
Num primeiro momento, isso causa uma confusão, o bebê fica ansioso, com medo de ficar separado da mãe, e pode ficar mais irritado e choroso.
Felizmente, isso passa — e é um marco saudável de desenvolvimento.
Não se assuste se o bebê quiser o colo da mãe o tempo todo, ao mesmo tempo que começa a procurar mais ativamente pela figura do pai.
Aja com naturalidade, sem angústia — o bebê é uma pequena esponjinha, capaz de absorver o que você sente! — e mime-o com muito amor.
Deixe o pai dividir esse espaço com você.
É importante, também, que a mãe se veja como uma mulher, separada de seu bebê, e que perceba que ele estará em segurança com outras pessoas.
Brinquedos e atividades para o bebê de 6 meses

Agora que o bebê está se mexendo mais, não perca tempo e instale um cercadinho.
Assim, você vai conseguir fazer suas atividades com mais tranquilidade enquanto ele brinca.
Invista em brincadeiras que incentivem a coordenação mão-olho, por meio de brinquedos grandes de encaixar.
Veja uma lista de brinquedos recomendados para o bebê de 6 meses:
- Chocalhos;
- Mordedores;
- Livros de pano ou de plástico;
- Brinquedos grandes de encaixar;
- Cubos macios;
- Espelhos (certifique-se de que sejam seguros);
- Tapetes de atividades;
- Bolas macias.
Lista de atividades que você pode tentar com o seu bebê de 6 meses:
“Chefe manda”:
Os bebês adoram imitar sons e movimentos.
Brincar de esconder o rosto:
Essa brincadeira é um clássico por uma razão, não é mesmo?
Além de divertida, ajuda a trabalhar a ansiedade de separação.
Bolas de sabão:
As crianças ficam deslumbradas ao ver as bolas flutuando e tentar capturá-las.
Explorar novos objetos:
Lembre-se de que é uma fase de curiosidade, mas ofereça objetos seguros, pois o bebê vai levá-los à boca.
Massagem:
Não é exatamente uma brincadeira, mas os bebês ficam bem relaxados.
Experimente fazer antes de colocá-lo para dormir.
Brincar de rolar:
Coloque a criança de bruços no chão e incentive-o a se rolar por ali.
É um amor e faz com que ele vá desenvolvendo os movimentos.
Imite sons de animais:
Provoque a criança a partir de sons dos animais.
“A vaca fala muuu”, por exemplo, é uma forma de fazer com que o bebê tente imitar esse som.
Conte historinhas:
Mesmo que o pequeno ainda não seja capaz de entender o sentido, ele vai se acostumando ao som e ao timbre das palavras.
Além disso, se você usar um livro, as cores chamativas vão chamar a atenção do olhar dele.
O seu bebê está crescendo
Antes de mais nada, lembre-se de que cada bebê é único!
É completamente normal que alguns demorem mais para chegar aos marcos de desenvolvimento de cada mês.
Não fique ansiosa — curta cada momento, pois passam rápido.
Acompanhe cada pequeno progresso e celebre-o como se fosse a conquista de uma maratona.
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