como desenvolver a autoestima infantil

Como desenvolver a autoestima infantil? 7 Dicas para criar crianças mais seguras

Imagine você mesmo diante de um espelho.

O que você vê?

Nem sempre, a pessoa vê a si mesmo de maneira positiva. 

Algumas pessoas têm uma percepção extremamente negativa de si  mesmas. 

Isso, geralmente, é decorrência de uma construção que começa lá na infância. 

Opa. Não tem ideia do que estamos falando?

Sem problemas! Vamos apresentar algumas maneiras de como desenvolver a autoestima infantil. 

Autoestima infantil: por que é tão importante desenvolver?

Tudo o que os pais querem é que os filhos sejam felizes, não é mesmo?

Então, certamente você não quer que seu filho se veja no espelho e não goste do que vê. 

(E não falamos apenas sobre aparência física, mas também sobre ela.)

Para evitar que isso ocorra, é preciso trabalhar a autoestima das crianças desde a infância. 

É nesse período, juntamente com a adolescência, que esse senso de identidade e de percepção sobre si mesmo é formado.

Especialistas dizem que a autoestima começa a ser construída ainda quando a criança está no útero!

O sentimento de ter sido querida e desejada pelos pais é um dos primeiros a compor a autoestima da criança. 

A partir do nascimento, o vínculo criado entre os pais e o bebê é muito importante para a formação da autoestima. 

As crianças não entendem palavras, mas conseguem notar o tom e as nuances da voz e os olhares. 

Ah, os olhares! Os olhos revelam muito. 

Então, nos primeiros anos de vida, a aprovação dos pais é fundamental para que o bebê se sinta amado, aceito e querido. 

Por outro lado, sentimentos negativos, como rejeição, ansiedade ou desespero, são igualmente assimilados pelos pequenos.  

Conforme a criança vai crescendo, outras relações se somam à construção – convívio com professores, avós, cuidadores, até amiguinhos.

Todos esses relacionamentos são ingredientes para moldar a autoimagem. 

A boa notícia é que você, pai ou mãe, sabendo disso, pode auxiliar o seu filho a desenvolver uma boa visão de si mesmo! 

Como? Siga a leitura e descubra.  

7 dicas para desenvolver a autoestima do seu filho

1. Vá além dos elogios 

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Para desenvolver a autoestima da criança, não basta elogiá-la. 

Os elogios são importantes, mas são só uma parte dessa construção. 

Parabenizar, reconhecer e valorizar uma conquista ou o esforço do pequeno é ótimo! 

O carinho, a aceitação e a ternura, porém, são muito mais relevantes – e marcantes – do que palavras. 

2. Seja afetuoso

A maneira como seu filho é tratado é crucial para essa percepção de autoestima. 

Se a ele for dedicado um tratamento baseado em carinho, respeito e afeto, o pequeno vai se sentir amado. 

E esse sentimento é o principal no que diz respeito ao desenvolvimento da autoestima.

E o afeto também vale para os momentos quando a criança erra.

Se for tratado com firmeza, mas de uma forma compreensiva, a criança vai se sentir acolhida. 

E, portanto, vai ter menos medo de errar e de se frustrar. 

Lembre-se: perceber-se amado é fundamental para aprender a amar a si mesmo.

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3. Evite comparações

Isso vale especialmente para quem tem mais de um filho.

Procure evitar briga entre irmãos.

Pessoas são diferentes e, mesmo que seus filhos sejam criados pelos mesmos pais, eles vão apresentar características e comportamentos diferentes.

Mesmo que sejam filhos gêmeos! Cada criança é única. 

Não crie uma competição entre os irmãos. As pessoas são diferentes, e é válido que os pequenos entendam isso desde criança. 

Não fique divulgando quem aprendeu a ler antes, quem começou a caminhar primeiro, quem conseguiu emitir as primeiras palavras primeiro. 

Isso não interessa e não agrega em nada para a construção de uma relação harmônica entre os irmãos. 

Sabemos que vai ser inevitável que você, pai e mãe, faça a comparação, mas não fale em voz alta. 

O filho mais novo deve olhar para o mais velho como um exemplo, e não alguém a quem superar.

Por outro lado, o mais velho deve olhar para o mais novo como alguém a ser cuidado e protegido, e não alguém a ser derrotado. 

Acredite: criar esse tipo de ambiente de guerra fria dentro de casa é a última coisa que você vai querer fazer.

E, além disso, quando mais velhos, os jovens vão deparar com diversas situações nas quais fazer comparações só vai deixá-los mais inseguros. 

Inclusive, o fato de a criança ter irmãos pode ajudar na autoestima dela. 

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Ué, como assim? Vamos dizer como isso acontece no próximo item. 

4. Estimule a relação entre irmãos

Com a chegada de irmãozinhos, os pais temem que a criança mais velha se sinta deixada de lado.

Isso faz com que alguns papais passem a mimar demais o mais velho, mas esse não é o melhor caminho! 

Procure fazer com que o filho mais velho se sinta participando da interação com o bebê.

Faça com que ele desenvolva, também, um senso de responsabilidade com relação ao mais novo.

É evidente que você não vai deixar nada realmente muito complexo nas mãos da criança, mas os mais velhos podem ajudar em pequenas tarefas. 

E se sentirão importantes fazendo isso, o que ajuda na autoestima!

Além disso, crianças que dividem a atenção dos pais vão para a escola melhor preparadas – afinal, no colégio, são muitas crianças disputando a atenção de um só professor.

5. Converse sobre sentimentos 

Isso é bem importante especialmente para quem tem filhos meninos. 

Meninos não são estimulados a falar sobre os sentimentos. 

Então, acabam guardando para si o que estão sentindo, e isso faz com que nunca aprendam a lidar com a dor e com a frustração.

Se souberem, porém, como expressar suas emoções, os meninos podem conseguir lidar com os problemas mais facilmente. 

E isso faz com que seja mais fácil para os pais entenderem o que as crianças estão passando.

É interessante ensiná-los a diferenciar e a nomear os sentimentos. 

6. Proporcione situações para que as crianças façam escolhas

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As crianças precisam de ajuda para quase tudo, mas há algumas situações em que elas podem ter controle das decisões. 

Essas pequenas escolhas – a cor da roupa, que tipo de vestimenta querem usar, qual filme querem assistir – dão autonomia e responsabilidade aos pequenos.

Isso faz com que se sintam valorizados,  capazes de tomarem decisões e também serem responsabilizados por suas escolhas.

Com essas atitudes, você demonstra confiança na criança, e ela percebe isso desde pequena.

7. Não rotule

Evite – e essa dica é realmente muito importante – rotular as crianças.

Bagunçado, distraído, desorganizada, preguiçosa…

Esses são alguns exemplos que não devem ser utilizados, especialmente de modo contínuo.

Para as meninas, adjetivos pejorativos com relação à aparência física são especialmente pesados.

Alguns meninos se preocupam com isso também, obviamente, mas as meninas são costumeiramente mais cobradas com relação à aparência. 

Ensine às pequenas o que realmente importa.

Cabelo liso, roupa nova, corpo de modelo – isso é mesmo importante?

É isso que define o valor de uma mulher?

São reflexões um pouco avançadas, claro, mas quanto antes forem assimiladas, melhor para a  menina.

Qual é o limite para trabalhar a autoestima infantil?

Valorizar a criança não é fazer tudo o que ela quer. 

Pelo contrário: às vezes, ouvir os desejos e explicar os motivos pelos quais aquela não é uma boa ideia podem fazer com que a criança se sinta respeitada e levada a sério. 

Procure respeitar as características individuais de cada criança.

Se um dos filhos gosta de jogar futebol e o outro não, não obrigue o que não gosta. 

Permita que a criança desenvolva seus próprios gostos. Estimule a conhecer outros esportes e aumentar o seu repertório de possibilidades.

Além disso, quando a criança não é boa em alguma coisa, não a traumatize com isso. 

Deixe que desenvolva outras habilidades! 

As possibilidades são infinitas.

Para facilitar ainda mais, vamos listar algumas frases que não devem ser utilizadas. Confira:

  • Eu esperava mais de você.
  • Você me decepcionou. 
  • Você sempre faz isso, e está errado!
  • Seu irmão já conseguia fazer isso na sua idade.
  • Você não faz nada direito! 
  • Você não fez mais do que a sua obrigação. 

Não estamos falando que a criança não deve ser criticada ou corrigida quando cometer algum erro.

O que realmente faz diferença é a maneira como esse erro é tratado.  

A ideia não é fazer com que a criança se sinta péssima – é ensinar para que o pequeno não venha a repetir a falha. 

A autoestima não trabalhada pode ter reflexos profundos

Baixa autoestima na infância pode acarretar problemas bem graves na adolescência e na vida adulta.

Depressão, ansiedade e tendência a desenvolver vícios nocivos, como abuso de álcool e drogas, são alguns exemplos.

Além disso, quando o jovem não tem uma ideia muito clara de quem ele é e de seus valores, pode se envolver com grupos complicados. 

Aí, as drogas e o álcool viram uma forma de se conectar com esses amigos.

Uma pessoa com autoestima baixa normalmente não se dá o devido valor.

Acaba aceitando amizades tóxicas, relacionamentos abusivos e até empregos exploradores simplesmente porque não crê que merece mais.

E tudo isso começa na infância. 

Por isso, é muito importante que a autoestima infantil seja trabalhada desde o começo. 

Acredite: contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento da autoestima do seu filho fará toda a diferença no futuro!

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