Tenho certeza de que você, em um algum momento da vida, viu a seguinte cena:
A mulher segura um bebê com um dos braços enquanto empurra um carrinho com o outro.
De alguma forma, ainda há espaço para equilibrar uma malinha de roupas e apetrechos em um dos ombros.
O bebê, nem aí para os esforços da mãe, sem mais nem menos, deixa cair a chupeta que, até então, tinha na boca.
A mãe, inconformada, contempla a chupeta caída, sem saber o que fazer primeiro.
Ainda exibindo habilidades dignas de malabarista, a mãe se inclina, recupera a chupeta e, rapidamente, passa na boca antes de devolver ao bebê em seguida.
Sim, ela provavelmente sabe que é errado, mas acaba fazendo mesmo assim.
E nós não estamos aqui para julgá-la, e sim, para ensinar alguns truques que podem facilitar a vida dessa mãe.
Portanto, nesse texto você vai saber tudo sobre como esterilizar chupeta de bebê. Confira!
Afinal, por que e como esterilizar chupetas?
Mesmo que a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomende o uso de chupetas, muitos papais e mamães acabam recorrendo a ela.
Então, se você for dar uma chupeta para o seu bebê, é preciso seguir algumas recomendações de limpeza para não oferecer riscos aos pequenos.
Isso porque o bebê não nasce com o sistema imunológico completamente desenvolvido, algo que acontece no decorrer dos meses.
A boca do bebê ainda é estéril e, nos primeiros anos de vida, forma-se a chamada flora bucal.
Sendo assim, os pequenos são muito mais vulneráveis a infecções e doenças – e todo cuidado é pouco para evitar que se contaminem nesse período de vida.
Ah, e sabe aquele hábito que algumas mães têm de limpar a chupeta com a própria saliva e entregá-la ao bebê?
A maioria já sabe, mas não custa reforçar: não é um bom negócio.
Veja algumas doenças que o bebê pode pegar devido à má higiene da chupeta.
- Monilíase ou candidíase oral (infecção fúngica da orofaringe), o “sapinho”;
- Distúrbios gastrintestinais;
- Diarréias;
- Coqueluche;
- Gripes;
- Herpes;
- Covid-19;
- Estomatite (doença da cavidade bucal);
- Cárie.
Ah! Separamos 5 dicas da Sociedade Brasileira de Pediatria quanto ao uso da chupeta, de modo geral.
- Limite o uso até o primeiro ano de vida do bebê;
- Introduza a chupeta após a amamentação estar estabelecida – ou seja, com o bebê mamando bem, ganhando peso, e a mamãe sem dores no momento de amamentar;
- Se quiser evitar que o bebê fique muito acostumado com o uso da chupeta, restrinja o uso em momentos críticos;
- Procure suporte profissional para facilitar a retirada – pode ser um pediatra ou um odontopediatra;
- Fique atento: o uso de chupeta em idade avançada, por exemplo, em crianças com 7 ou 8 anos, é um sinal de alerta.
3 formas de esterilizar a chupeta

1. Panela
Esse procedimento é bem simples.
Você vai colocar a chupeta (se quiser, pode colocar a mamadeira e o bico da mamadeira, também) em uma panela com água.
Leve a panela ao fogo e, quando a água começar a ferver, espere entre 5 a 10 minutos para desligar o fogão.
Deixe os objetos secarem naturalmente, em cima de um papel toalha.
Se possível, evite secá-los com panos.
Os panos podem soltar fiapinhos, que podem ficar grudados na chupeta. E, claro, o pano pode estar contaminado.
Quando a chupeta estiver seca, guarde-a.
2. Microondas
Coloque a chupeta em uma tigela de vidro ou em um recipiente plástico apropriado para microondas.
Cubra os objetos com água e leve ao micro em potência máxima por cerca de 8 minutos.
O processo de secagem é o mesmo – deixe que os objetos sequem naturalmente, em cima de um papel toalha.
Tanto na panela como no microondas, a chupeta precisa ficar totalmente coberta pela água.
3. Esterilizador elétrico
Você também pode comprar um esterilizador elétrico. Para utilizá-lo, siga as normas de instrução do fabricante.
Normalmente, o procedimento de esterilização dura uns 8 minutos.
O aparelho tem vantagens: ao utilizá-lo, os objetos acabam durando mais tempo. Você pode deixar os objetos secando dentro do próprio aparelho e, depois, guardá-los em um recipiente fechado.
Com que frequência devo esterilizar a chupeta?
As chupetas precisam ser esterilizadas antes de serem usadas pela primeira vez.
Para isso, você pode fervê-las em uma panela com água por cerca de 5 minutos ou utilizar uma mistura de água e de agentes esterilizantes.
Quando a criança começar a usar, recomenda-se que as chupetas sejam esterilizadas pelo menos 1 vez ao dia ou sempre que caírem no chão ou entrarem em contato com superfícies sujas.
Esse procedimento deve ser feito especialmente durante o primeiro ano de vida do bebê.
Quando a fase oral começar – aquela fase em que os bebês colocam tudo na boca -, deixe de esterilizar a chupeta com tanta frequência, passando a limpá-las com água quente e detergente.
Ah! Isso vale apenas para a chupeta, ok?
O bico da mamadeira precisa ser esterilizado, mesmo durante a fase oral, devido ao contato com o leite materno.
Para conseguir esterilizar a chupeta de modo adequado, é ideal que você tenha pelo menos duas ou três chupetas.
Assim, enquanto uma está sendo higienizada ou esterilizada, o bebê pode usar outra.
Qual a diferença entre higienizar e esterilizar?
Limpar – ou seja, higienizar – e esterilizar são coisas diferentes!
Simplificando bastante, você pode pensar que a esterilização é um passo ainda mais profundo de limpeza.
A limpeza não elimina germes e bactérias, muito comuns em chupetas e bicos de silicone de mamadeiras. Ela apenas limpa impurezas e resíduos.
Então, para evitar qualquer problema, o ideal é fazer os dois processos com as chupetas e com as mamadeiras dos pequenos, de acordo com as dicas deste artigo.
Com que frequência devo higienizar a chupeta?
As chupetas e as mamadeiras devem ser limpas sempre que o bebê for usá-las – ou seja, antes de o bebê colocar na boca – e depois que ele terminar de fazer uso.
A limpeza pode ser feita com sabão neutro e água corrente.
Para o caso de mamadeiras, existem escovas próprias para a higienização.
Ah, e não coloque a chupeta no lava-louça, misturada com outros itens. Isso porque os agentes utilizados no lava-louça são bem agressivos, e acabam danificando o material da chupeta.
9 maus hábitos para você não reproduzir
- Limpar a chupeta com a própria boca;
- Beijar o bebê nos lábios;
- Dividir talheres com o bebê.
- Lavar as chupetas com sabão em pó.
- Deixar tudo de molho em uma bacia sem água suficiente.
- Secar a chupeta com pano de prato – a criança pode engolir fiapos.
- Guardar os objetos ainda molhados ou úmidos dentro do armário.
- Limpar a chupeta derramando água quente por cima.
- Utilizar a mesma chupeta por mais de um mês.
Quando os pais lambem a chupeta ou misturam a própria saliva com a do bebê, uma série de bactérias, como as da cárie e outros germes, podem ser transmitidos para a criança.
Por isso, recomenda-se que a limpeza das chupetas seja feita sempre com água.
Se você estiver em um lugar ao ar livre, sem local apropriado para higienizar a chupeta, guarde-a e só devolva ao bebê depois da limpeza adequada.
Lembra da dica de ter mais uma chupeta à mão? Esse é um dos motivos.
A esterilização da chupeta é fundamental para manter o bebê saudável
Ao seguir as recomendações acima, menores serão as chances de o seu bebê contrair alguma doença devido à má higiene da chupeta.
Sabemos que são cuidados que necessitam de mais atenção, principalmente por serem repetidos diariamente.
Mas, nessa fase inicial da vida, todo cuidado é pouco, não é mesmo?
Deixe um comentário e conte para nós como tem sido a experiência dos seus pequenos com a chupeta.