Precedida pela Geração Alpha, de nascidos entre 2010 e 2024, a Geração Beta define as crianças geradas entre 2025 e 2039.
Se você já se questiona como será a infância e o futuro desses pequenos, permeados por um mundo de inteligência artificial, telas e mudanças climáticas, este conteúdo é para você.
Como pais, mães e responsáveis, é natural que esse horizonte cause um misto de curiosidade e de preocupação: como oferecer uma infância segura e afetuosa e, ao mesmo tempo, tão diferente daquela experimentada por vocês?
Ao longo deste texto, vamos explicar as principais características da Geração Beta, o contexto em que ela nasce e, principalmente, como a família e a escola podem caminhar juntas nessa jornada. Confira!
O que é a Geração Beta?
Geração Beta é o nome proposto para a coorte de crianças nascidas entre 2025 e 2039.
O termo foi cunhado pelo demógrafo e futurista australiano Mark McCrindle — o mesmo pesquisador que criou o conceito de Geração Alpha.
As crianças da Geração Beta são, em grande parte, filhos de jovens millennials (1981 a 1996) e de adultos da Geração (1997 a 2010).
Como recém estamos em 2025, os estudos projetam tendências e não comportamentos já consolidados.
Por isso, a escola e a família ganham um papel decisivo ao influenciar as características da Geração Beta.
De onde surgiu o nome Beta?
A nomenclatura segue a lógica do alfabeto grego — Alpha e Beta, por exemplo.
Além de sinalizar a sequência de letras, há o fato de que essas crianças vão crescer em um mundo extremamente marcado pela integração entre físico e digital.
Ao mesmo tempo, a palavra “beta” costuma ser utilizada como sinônimo de teste — e, nesse caso, pode ser vista como um termo pejorativo.
No entanto, pesquisadores apontam que as nomenclaturas das gerações servem como ferramentas para entender contextos sociais, não para limitar ou prender crianças a estereótipos.
Para as famílias, o nome pouco importa.
Compreender que os filhos vão crescer em uma realidade diferente daquela vivida pelos pais é o desafio — e saber que isso exigirá um preparo específico.
O contexto da Geração Beta: IA, mundo digital e mudanças climáticas

O cenário no qual as crianças da Geração Beta estão inseridas é bastante peculiar: inteligência artificial (IA) em rápida evolução, digitalização da vida cotidiana e efeitos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas.
Ao mesmo tempo em que a IA cria oportunidades de personalização do acesso a conteúdos, apoio a crianças com necessidades específicas e ampliação de aprendizado, surgem preocupações com privacidade, uso ético de dados, vieses algorítmicos e desigualdade de acesso a essas ferramentas.
A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) tem chamado a atenção, inclusive, para a importância de que políticas e sistemas de IA respeitem os direitos das crianças desde a concepção.
O equilíbrio entre o contato com as telas e a construção de habilidades digitais com a saúde mental, o sono e o desenvolvimento socioemocional (SEL) já é um desafio para os pais da Geração Alpha.
Essa discrepância pode se acentuar para a Geração Beta, uma vez que a tendência é de que o digital ganhe ainda mais força nas próximas décadas.
Já a chamada “lacuna digital” — diferença no acesso e no uso significativo das tecnologias — pode ampliar desigualdades, inclusive no desempenho escolar e nas oportunidades futuras.
Do ponto de vista climático, o cenário também é preocupante.
Relatório recente da UNICEF aponta que, somente em 2024, pelo menos 242 milhões de estudantes tiveram sua rotina escolar interrompida por eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades, enchentes e secas.
Até 2050, as projeções indicam que muito mais crianças estarão expostas a ondas de calor intensas, enchentes e incêndios florestais, com impactos diretos na saúde, na aprendizagem e no bem-estar.
Ou seja: a geração Beta vai crescer em um planeta mais quente, conectado e complexo. E isso requer ação responsável desde já.
O que isso significa para a escola e a família?
Na prática, esse contexto se traduz em decisões diárias muito concretas para pais, mães e educadores:
- Escolha com cuidado o tipo de conteúdo digital ao qual a criança tem acesso e, sempre que possível, acompanhe o uso.
- Garanta que a criança não passe muito tempo grudada nas telas. Preserve momentos de brincadeiras — o contato com a natureza e com outras crianças é fundamental.
- Estabeleça rotinas de sono, de alimentação e de descanso — um cérebro descansado aprende melhor, regula melhor as emoções e lida melhor com frustrações.
- Introduza, aos poucos, noções de letramento digital: privacidade, respeito online, IA como ferramenta e não substituta da curiosidade e do esforço.
A escola precisa ser parceira ativa nessa construção, criando ambientes seguros e conectados com o futuro e, ao mesmo tempo, dando espaço para que a criança seja, afinal, uma criança.
Principais características esperadas para a Geração Beta
Como esse texto foi escrito em 2025 — ou seja, ainda no começo da Geração Beta —, não há características consolidadas dos bebês e das crianças dessa geração. No entanto, estudos já apontam tendências importantes.
1. Nativos de IA e de dados
Enquanto a Geração Alpha cresceu em meio aos smartphones e às redes sociais, a Geração Beta vai conviver com a inteligência artificial desde muito cedo.
A tecnologia já está presente em brinquedos, em assistentes de voz, em plataformas educacionais e até em dispositivos domésticos.
Isso vai exigir mediação adulta constante: será preciso explicar, de forma simples, que sempre há uma pessoa por trás da máquina.
Além disso, as crianças vão precisar aprender a discernir o que é informação confiável e a desenvolver um olhar crítico diante de telas e algoritmos.
2. Aprendizagem personalizada e a importância do equilíbrio socioemocional
As soluções digitais devem oferecer trilhas de aprendizado mais personalizadas, adaptando as atividades ao ritmo da criança.
Porém, pesquisas em educação mostram que programas estruturados de habilidades socioemocionais na infância contribuem para um comportamento mais maduro, para relações mais saudáveis e até para melhor desempenho acadêmico ao longo dos anos.
3. Consciência climática e valorização da vida ao ar livre

Uma vez que os eventos climáticos extremos tornam-se mais frequentes, cresce a necessidade de incluir sustentabilidade, cuidado com o planeta e cidadania ambiental no currículo.
Crianças da Geração Beta provavelmente vão ter uma consciência climática mais forte, uma vez que essa urgência já é melhor percebida na Geração Alpha.
Veja também: A importância de brincar ao ar livre e 9 benefícios de adotar esse hábito na infância
4. Hiperconexão e risco de desigualdades
A hiperconexão é uma marca óbvia desse período, mas ela não é igual para todas as crianças. Algumas terão acesso a recursos de ponta; outras, não.
E é aí que entra um papel bastante fundamental da escola: para reduzir essas diferenças, será preciso oferecer acesso qualificado e elaborar projetos significativos amparados na tecnologia.
No fundo, as características da Geração Beta vão depender das oportunidades reais que oferecermos aos pequenos desde o começo.
O futuro dessa geração, afinal, já começou.
Como educar a Geração Beta na prática (o que realmente faz diferença)
Se, por um lado, a Geração Beta nasce e cresce em um contexto desafiador, por outro, as ferramentas e o conhecimento disponíveis são capazes de transformar tendências em rotinas saudáveis e em projetos pedagógicos consistentes.
Na Portal Bilingual School, essa atuação se organiza em quatro pilares: Bilingual School, Social Emotional Learning School, Innovative School e Green School.
Cada um deles oferece respostas concretas às demandas do mundo que esses bebês vão encontrar.
Bilingual School — linguagem, cultura e pensamento crítico desde cedo
Um dos principais traços da Geração Beta será viver em um mundo hiperconectado e multicultural.
Quando bem planejada, a educação bilíngue amplia repertório, favorece a flexibilidade cognitiva e ajuda a criança a transitar com mais segurança entre diferentes culturas.
Social Emotional Learning School — autocontrole, empatia e convivência
Outro pilar essencial para a Geração Beta será o desenvolvimento socioemocional — também já considerado um desafio no desenvolvimento da Geração Alpha.
Na Portal, isso se concretiza nos Projetos de Desenvolvimento Pessoal e Social (PDPS), que trabalham competências como autocontrole, empatia, resolução de conflitos, tolerância à frustração, compreensão de limites e adaptabilidade.
Esses projetos são alinhados ao que pesquisas internacionais mostram sobre SEL: crianças que aprendem a nomear emoções, a lidar com frustrações e a cuidar do outro têm melhor convivência, maior engajamento e mais recursos para enfrentar desafios ao longo da vida.
Em um mundo em constante mudança, essas habilidades serão tão importantes quanto qualquer conteúdo acadêmico para a Geração Beta.
Innovative School — mão na massa no Portal Maker e projetos STEAM
Para crianças que crescerão cercadas por tecnologia, não basta ser consumidor de telas: é preciso ter oportunidades de criar, de imaginar e de projetar soluções para problemas reais.
O Portal Maker, da Escola Portal, materializa essa visão.
O espaço oferece acesso a impressoras 3D, cortadora a laser, eletrônica básica, marcenaria e outros recursos que permitem construir protótipos, experimentar e trabalhar em equipe.
Já os projetos inspirados na abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) ajudam a desenvolver raciocínio lógico, criatividade, capacidade de testar hipóteses e, principalmente, compreender que errar faz parte do processo de aprender.
Green School — natureza como sala de aula viva
Considerando que a Geração Beta enfrentará as consequências das mudanças climáticas em um nível que suas antecessoras não experimentaram, é essencial que essas crianças tenham contato com a natureza.
Afinal, sustentabilidade deve ser algo compreensível, e não apenas um conceito abstrato visto nos livros.
Na Portal Bilingual School, espaços como a Toca da Raposa e a Fazenda Portal transformam a natureza em uma sala de aula viva.
As crianças podem brincar na terra, plantar, cuidar de animais, observar ciclos da vida e vivenciar, com todos os sentidos, o funcionamento do meio ambiente.
Essa vivência reforça a consciência ambiental — e, além disso, contribui para a regulação emocional e para o bem-estar.
Isso porque o contato com o verde, com o ar livre e com experiências sensoriais ricas ajuda a reduzir estresse, embala um sono tranquilo e traz equilíbrio a um dia repleto de estímulos visuais, por meio das telas.
Guia rápido para famílias de crianças da Geração Beta
Pequenas escolhas diárias em casa fazem toda a diferença. Confira um guia rápido que preparamos para apoiar o desenvolvimento de bebês e de crianças da Geração Beta:
Tempo de tela consciente
Além da quantidade, observe a qualidade dos programas que a criança (com mais de 2 anos, conforme as orientações dos especialistas) consome.
Sempre que possível, esteja junto, comente o que a criança está vendo e proponha pausas para outras atividades e para o descanso.
Higiene do sono em primeiro lugar
Rotinas bem estabelecidas e previsíveis de sono, com redução do contato com as telas duas horas antes de dormir, ajudam o cérebro a consolidar memórias e a regular emoções.
Um ambiente calmo antes de deitar faz parte desse cuidado. E isso vale para os papais e para as mamães também, viu?
Brincadeira livre todos os dias
A brincadeira livre — com bloquinhos, panelas, caixas de papelão — favorece a criatividade, o desenvolvimento da linguagem e a autorregulação.
Ela é tão importante quanto atividades mais elaboradas. Permita que a criança use a imaginação!
Contato com livros e conversas bilíngues no cotidiano
Ler histórias, cantar, conversar sobre o dia em mais de um idioma de forma natural contribui para o desenvolvimento da linguagem e da atenção conjunta.
Rotinas previsíveis para segurança emocional

Assim como é importante estabelecer horários para o sono, as demais atividades da criança também devem ser regradas.
Rotinas previsíveis para fazer as refeições, a hora do banho, o horário de brincar e de desenhar dão à criança a sensação de segurança.
Lembre-se de que, ao redor da criança, tudo vai mudar muito rápido — então, saber o que esperar em casa é reconfortante.
Natureza toda semana
Seja no quintal, na praça, na horta ou em visitas a espaços como a Fazenda Portal, o contato com a natureza ajuda na saúde física e emocional — e, de quebra, contribui para a construção da consciência ambiental.
Cidadania digital desde cedo
Conforme os pequenos crescem e o acesso às redes sociais torna-se mais frequente, é extremamente importante manter diálogos constantes sobre privacidade e consentimento para postar fotos.
Além disso, esclareça que existem diferenças entre a realidade de uma pessoa e um recorte dessa realidade — aquilo que ela decide expor nas redes sociais.
Se você tem um bebê de até 3 anos, escolher um Berçário que compartilhe desses princípios é essencial para o começo da vida escolar da Geração Beta.
Portal Bilingual School: o futuro começa agora
A Portal Bilingual School é uma escola particular localizada em Sorocaba, em São Paulo, e conta com mais de 16.000 m² de estrutura e área verde.
Ao longo de sua história, a inovação sempre esteve presente, com um ensino alinhado a tendências educacionais de ponta e a um princípio simples e poderoso: “Uma escola onde a felicidade importa”.
Do Berçário aos Anos Finais, a escola oferece às crianças da Geração Beta ferramentas para um desenvolvimento completo: acadêmico, socioemocional e humano.
Já conhece a Portal Bilingual School? Garantimos um lugar seguro, afetuoso e de confiança para o início da vida escolar do seu bebê — ou para a educação completa do seu filho mais velho.
FAQ – Perguntas frequentes sobre geração Beta
O que é a Geração Beta?
A Geração Beta é composta pelas crianças nascidas entre 2025 e 2039. Esses pequenos vão crescer em um contexto tomado pela inteligência artificial, pela hiperconectividade e pelos desafios climáticos.
Quais são as principais características da geração Beta?
A Geração Beta mal começou, então, estamos ainda falando sobre tendências e especulações. Espera-se que sejam nativos de IA, o que demandará aprendizado mais personalizado.
Além disso, espera-se que tenham maior consciência climática e cresçam em um mundo hiperconectado, com necessidade de apoio socioemocional e de oportunidades equânimes de acesso à tecnologia.
Como a escola pode apoiar as crianças da geração Beta?
São muitas as formas de as escolas ampararem o desenvolvimento da Geração Beta.
Integrar tecnologia, oferecer educação bilíngue, trabalhar habilidades socioemocionais, criar experiências de aprendizagem personalizadas e garantir contato frequente com a natureza.