sindrome de burnout materno

Síndrome de Burnout Materno: O que é, Sintomas e Como lidar

Ser uma ótima mãe.

Ser uma profissional competente e excelente.

Ser equilibrada e ponderada.

Ser saudável.

Ser sociável e agradável.

Quantas obrigações, não é mesmo?

É, as mulheres são cobradas todos os dias, de maneira velada ou direta, para que sejam todas essas coisas, todos os dias, 24 horas por dia, sem descanso ou feriado.

E, se reclamarem, certamente vão sofrer críticas. 

Por isso, precisa ser dito que o esgotamento materno existe, sim. 

Vamos te explicar como funciona a síndrome de burnout materno neste artigo. Confira:

O que caracteriza a Síndrome de Burnout Materno?

A síndrome de burnout materno é uma questão pouco discutida e, muitas vezes, tida como pela sociedade como um “mimimi” das mães. 

O termo burnout vem do inglês e significa queimar por inteiro.

O burnout é uma doença muito comum nos dias de hoje, especialmente entre os  millennials, e está listada no Grupo V da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). 

Esse é o primeiro ponto: não é frescura.

burnout materno

O burnout “tradicional” geralmente está ligado ao ambiente de trabalho e indica um esgotamento profundo, com sensação de sufocamento e incapacidade de realizar as tarefas diárias. 

A sensação de incompetência e frustração, fruto de pressão psicológica intensa, acaba causando também um cansaço físico. 

O burnout materno é semelhante, com a diferença de que não é possível pedir uma folga, umas férias ou, em casos extremos, a demissão. 

É uma carga alta de estresse emocional, gerado por inúmeras exigências. 

A mãe fica com a sensação permanente de fracasso, de que não consegue dar conta de tudo aquilo, e se culpa por estar sendo insuficiente.

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Burnout Materno?

  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo
  • Esquecimento
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Crises de pânico
  • Desânimo
  • Choro fácil
  • Tontura
  • Alterações repentinas de humor
  • Insônia
  • Sentimento de derrota e insegurança
  • Dor de estômago
  • Dificuldade de concentração
  • Exaustão

Tudo isso é sintoma de burnout materno. 

Às vezes, mais de um ou todos acontecem ao mesmo tempo. 

o que e burnout materno

São sintomas psicológicos e físicos, chamados de psicossomatização, quando as questões do emocional e do psicológico são manifestadas pelo corpo. 

Além das dores físicas, o burnout materno pode evoluir para depressão profunda ou, em casos graves, para um estado psicótico.

Se identificou com os sintomas mencionados acima?

Bom, como saber se você está apenas cansada ou com burnout?

Especialistas indicam buscar um psicólogo ou um psiquiatra, que terá capacidade de avaliar os sintomas, o contexto e a dinâmica familiar da mulher.

Então, se você estiver em dúvida do que está sentindo realmente – mas não sabe exatamente o que fazer -, procure ajuda. 

Ah, e vale lembrar que a síndrome do burnout materno não está necessariamente associada à fase puérpera. 

Pode também se manifestar anos depois do nascimento do filho, quando já está crescido.

Qual é o tratamento indicado para a Síndrome de Burnout Materno?

Sabemos que pode ser difícil, mas o primeiro passo é pedir ajuda

Você não é menos mãe se estiver se sentindo esgotada.

Você é apenas um ser humano que, como qualquer outro, tem limites. 

Converse com seu parceiro, reconheça a necessidade de buscar ajuda.

Cuidando de si, você também estará fazendo o melhor pelo seu filho. 

O tratamento mais comum é feito com psicoterapia e, por vezes, medicação. 

Se houver a presença de um pai na dinâmica familiar, ou outra pessoa que divida as responsabilidades da criança, é possível que precise haver mudanças para que a mãe não fique tão sobrecarregada. 

O mais importante é ter certeza de que o burnout materno tem cura e que você vai conseguir superar essa fase difícil.

8 dicas para lidar com o Burnout Materno

1. Durma bem 

É, sabemos que parece simples, mas nem sempre as mamães têm tempo para dormir.

Mesmo quando as mães encontram algum tempo livre, acabam utilizando esse período para fazer algumas coisas em casa ou para relaxar lendo ou vendo Netflix.

Pense em dormir em vez de fazer isso, mesmo que você não esteja necessariamente com sono.

Tente dormir mais cedo. Dormir é essencial para se manter disposta e bem humorada.

2. Coma bem

É mais rápido e prático beliscar qualquer coisa enquanto você se preocupa em alimentar as crianças, mas pare e reserve um tempo para a sua alimentação.

O seu corpo é um templo! 

Uma alimentação saudável fará muita diferença na sua disposição durante o dia – que, sim, sabemos, é bem ocupado.

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3. Relaxe

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Seja com meditação, yoga ou exercícios de mindfulness, essa é uma maneira eficaz de focar em si mesma e evitar uma crise de pânico.

Dedique 10 minutinhos do seu dia para si mesma. 

Vai fazer diferença, acredite.

4. Aprenda a dizer não

Foque. Priorize.

Se você não precisa ou não quer fazer alguma coisa, diga não.

É desafiador, mas é libertador. 

5. Reserve uma noite para namorar

Com a rotina tão corrida, os casais acabam deixando de lado algo simples e vital: o romance.

Combine com o seu marido e reservem uma noite para vocês.

Não precisa ter espumante e restaurantes caros envolvidos – basta um momento de paz e sossego, só para vocês dois.

6. Mexa-se!

Tente se exercitar, mas sem levar isso como mais uma obrigação no seu dia já exaustivo.

Escolha algo que lhe dê prazer.

Pode dançar, nadar, correr…

Exercitar-se ajuda a evitar a fadiga e aumenta a disposição durante o dia.

E, de quebra, também ajuda a melhorar a qualidade do sono.

7. Compartilhe responsabilidades

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Com exceção das mães que estão enfrentando essa fase sozinha, você não é obrigada a fazer TUDO.

Divida as responsabilidades da casa com seu companheiro.

Isso inclui cuidar da criança e também fazer compras, limpar, cozinhar e levar os pets ao veterinário.

Façam uma lista de atividades pelas quais cada um será responsável. 

8. Faça terapia

Você não precisa chegar ao fundo do poço para buscar terapia.

Na verdade, nem precisa avistar o poço.

Ter esse momento reservado com um psicólogo, que está ali para ouvi-la, sem julgamentos, é – acredite – uma das melhores coisas que você pode fazer por você mesma.

E, veja: fazemos check-ups anuais com médicos e dentistas.

Por que não cuidamos da nossa saúde mental com o mesmo afinco?

7 livros e obras para ajudar as mamães a encarar o burnout

1. Como não ser uma mãe perfeita, por Libby Purves

O livro trata das dificuldades e dos prazeres do cotidiano de uma mãe.

Traz dicas valiosas de como lidar com as crianças na hora do banho, como evitar o ciúme entre irmãos, como agir diante da birra e como se manter inteira após um dia de dupla jornada.

2. Mommy Burnout: How to Reclaim Your Life and Raise Healthier Children in the Process, por Sheryl G Ziegler

Esse livro, infelizmente, não possui uma tradução para o português.

Mas, para as mamães que entendem inglês, é uma ótima leitura. 

Um guia prático e positivo para ajudar a libertar as mamães da pressão de serem perfeitas, recheado de histórias reais super engraçadas e de sugestões para ajudar a quebrar o ciclo do burnout materno. 

3. A exaustão no topo da montanha, por Alexandre Coimbra

Neste livro, a Exaustão é uma personagem que está preocupada com nosso nível de adoecimento. 

É um livro de autocuidado, indicado para quem está cansado de estar cansado.

4. Bela Maternidade, por Bela Gil

No livro, Bela Gil conta sua experiência como mãe e dá dicas para atravessar o período com mais tranquilidade. 

É um relato inspirador e íntimo, com o qual as mamães podem se identificar. 

O livro também traz entrevistas com profissionais de diversas especialidades, todos falando sobre assuntos relacionados à maternidade.

5. Criar filhos no século 21, por Vera Iaconelli

Lidar com filhos, nos dias de hoje, implica discutir sexualidade, aceitar questionamentos a respeito da família, lidar com o sofrimento, posicionar-se diante do mundo digital, estabelecer limites, ajudar nas escolhas. 

A autora traz dicas sobre como navegar pela trajetória de criar filhos em tempos difíceis.

6. Tully, filme de Jason Reitman

O longa é um retrato do esgotamento materno.

Mãe de três filhos, incluindo um recém-nascido, a personagem de Charlize Theron vive desanimada, imersa em uma rotina que demanda trabalho em tempo integral. 

7. Como Nossos Pais, filme de Laís Bodanzky

O longa brasileiro, estrelado por Maria Ribeiro, traz uma personagem que não consegue equilibrar todas as obrigações – ser mãe, ser profissional, ser esposa.

O diferencial é a relação entre a personagem e a própria mãe, trazendo diferentes perspectivas sobre a maternidade.

Fique atenta aos sintomas

Ser mãe é difícil, e nós sabemos disso.

Mesmo que você seja grata todos os dias pela sua família, em alguns dias, pode ser muita coisa. E sabemos disso.

Se você se identificou com algum ou com vários dos sintomas que citamos, procure ajuda. 

Fale com seu companheiro, divida essa agonia.

Lembre-se: procurar ajuda é o primeiro passo.

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