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United Nations Portal: Conheça o projeto da educação bilíngue inspirado na simulação da ONU

Em 2015, a ONU propôs uma nova agenda de desenvolvimento para os próximos 15 anos. Assim, nasce a Agenda 2030 e os seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que são ousadas metas para acabar com os maiores problemas da humanidade, através de um esforço conjunto de governos, empresas, instituições e sociedade civil. 

Pensando nisso, a Educação Bilíngue da Escola Portal propôs um desafio para 11 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II do Ensino Bilíngue:

Como mudar o mundo é difícil, como podemos começar a mudar a realidade que está à nossa volta?

Após uma busca em jornais e intensos debates, a “ONU sorocabana” foi dividida em quatro comitês e cada um ficou responsável por pensar em ações e soluções para um objetivo diferente. 

Tudo vivido em inglês (fala, escrita, leitura e escuta) — fazendo jus ao aprendizado bilíngue.

A seguir, saiba mais sobre o processo e o resultado da atividade na Escola Portal.

Como surgiu a “ONU sorocabana”

simulação onu (1)

As professoras Ana Laura Hoffart e Aline Almeida idealizaram o projeto para os alunos da Escola Portal a partir da Simulação da ONU, uma atividade em que estudantes, do ensino básico ou universitário, aprendem sobre diplomacia, relações internacionais e organizações transnacionais na prática e através de discussões em equipes. 

Existem cerca de 400 simulações por ano ao redor do mundo – e diversas universidades e também escolas adotaram o modelo como estratégica para aprimorar o aprendizado em sala de aula.

No caso dos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II do Ensino Bilíngue do Portal, a ideia foi, depois de aprender e discutir sobre os ODSs, focar na realidade de Sorocaba

“Nós nos baseamos nos objetivos globais da ONU para pensar no nosso mundo aqui, porque mudar o mundo é difícil. Então, resolvemos propor que os alunos pensassem em como começar a mudar a realidade que está à nossa volta”, contou a professora Ana.

De início, segundo a professora Ana, os alunos pensaram e disseram que apenas governantes poderiam agir em prol dos objetivos da ONU.

“Então, eu perguntei para eles se não tinha nada mesmo que a gente, pessoas comuns, pudesse fazer. Será que se a gente se unir, a gente consegue fazer uma mini ONU? Tomar alguma atitude? E os convidei para pensar sobre o mundo que vemos. O mundo que está ali na frente deles e o que os incomodava”, disse a professora.

Foi então que os estudantes se deram conta: pessoas passando fome e sem casa; lixo em terrenos baldios, principalmente em áreas carentes da cidade; educação pública de má qualidade; queimadas em áreas da cidade; entre outros problemas.

Dessa forma, o foco da atividade passou a ser como auxiliar a população mais vulnerável e amenizar os problemas gerados pela pobreza e falta de acesso à informação.

O resultado do projeto

Os alunos fundaram, então, a UN Portal — que é a United Nations Portal (em português, Nações Unidas no Portal). 

O “órgão” ganhou até um logotipo (imagem acima), desenhado pelos próprios estudantes e escolhido por meio de votação aberta à escola, através de pôsteres com QR Code para que as pessoas conhecessem o projeto e votassem no logo que mais gostassem.

O resultado foi uma identidade baseada no mapa da cidade, com o logo oficial da ONU e o da Escola Portal.

Para elencar as prioridades, os estudantes foram provocados a lerem jornais e trazerem tudo que não estava de acordo com as 17 ODSs. 

Após alguns debates em sala de aula, eles chegaram nos quatro objetivos de desenvolvimento sorocabanos, ou seja, que mais merecem atenção na cidade. 

São eles:

  1. No Poverty (Erradicação da pobreza)
  2. Zero Hunger (Fome zero)
  3. Quality Education (Educação de qualidade)
  4. Climate Action (Ações contra a mudança global de clima)

Baseados nesses quatro focos, foram formados quatro grupos e cada um deles ficou encarregado de pensar em cada objetivo e oferecer soluções atingíveis para os problemas. 

Foram realizadas diversas “assembleias” para discutir os problemas e apresentar as soluções pensadas.

No total, foram mais de dois meses de debates e argumentações para que os adolescentes pudessem chegar aos seus projetos finais.

O grupo de Ações Climáticas elaborou, por exemplo, o “Portalzinho’s book”, um livro digital, interativo e gratuito com o intuito de ser uma ferramenta para as pessoas aprenderem mais sobre sustentabilidade ambiental. 

Já o grupo responsável pelos temas Erradicação da pobreza e Fome zero tiveram uma ideia para ajudar as pessoas em situação de vulnerabilidade social da cidade: colocar uma lata de lixo na cantina da escola para latas e vendê-las para então comprar alimentos e doar para instituições de caridade. 

O projeto previa começar no Portal e, se der certo, expandir para restaurantes grandes da cidade.

Outro grupo, por sua vez, responsável pelo objetivo de Educação de qualidade em parceria com o grupo Mudança Climática resolveu fazer um vídeo para ajudar a tornar a educação ambiental de qualidade mais acessível à população. Assista ao vídeo aqui

Durante a iniciativa, os alunos foram desafiados, ainda, a escrever um discurso em inglês (speeches), em que eles teriam que abordar o objetivo de impactar os ouvintes, gerando neles o desejo de ser um atuante e tomar uma ação também. Além de escrever, eles também fizeram a gravação do discurso no anfiteatro da escola

“Ao longo do projeto, percebemos que a responsabilidade foi grande, e a vontade de mudar maior. A urgência de falar sobre esses problemas deu destaque aos speeches. No decorrer das aulas, tentamos inspirá-los com discursos de representantes da ONU, histórias de jovens que desempenharam papéis de liderança envolvendo o tema, e atividades práticas reflexivas”, contou a professora Aline.

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